sexta-feira, 20 de abril de 2018

COMO RECONHECER QUE UMA SOCIEDADE ESTÁ PRESTES A ENTRAR EM COLAPSO?

Há povos que não aprendem com a história e, nem na véspera de um abismo se dão conta do desastre iminente






Quando historiadores analisam quais fatores causaram o colapso de uma civilização, eles freqüentemente focalizam os eventos e indicadores mais importantes, enquanto o criador do movimento Alternative Market, Brandon Smith, estima que é importante considerar os muitos fatores que determinaram esse declínio social. "Acontece com o tempo e não durante a noite".



"O declínio de uma nação ou civilização requer a cumplicidade de uma multidão de sabotadores", desde "pessoas em posições de poder" a "idiotas úteis entre as massas", explica esse analista, que escolhe olhar "as fundações de nossa cultura" para entender melhor porque hoje em dia existe "uma desestabilização clara e definível".






Conflito entre benefício e consciência pessoal



Para Smith, na natureza do ser humano "há sempre um conflito entre benefício e consciência pessoal". Em uma sociedade estável, ambos os fatores "tendem a se equilibrar", mas naquelas que sofrem com decadência social, a ganancia e a propina "tendem a dominar em grande medida" os princípios morais.


Para este homem, é "triste" admitir que, embora ele viva em uma área rural dos Estados Unidos - "onde há mais probabilidade de haver auto-suficiência e estabilidade cultural" - pode ver "uma nação cambaleante a sangrar" e coloca numerosos exemplos protagonizados por pessoas e instituições.



Sociopatas e psicopatas latentes 



O psiquiatra Carl Jung calculou que cerca de 10% das pessoas em cada cultura eram sociopatas e psicopatas latentes. Em tempos normais, eles se adptam ao resto da população, mas "em tempos de decadência" mostram seu verdadeiro eu e "o mais perigoso" é quando eles "assumem papéis de liderança ou poder", adverte o criador do Alt-Market.



Durante um colapso cultural mais amplo, pode estar na moda ridicularizar ações de pessoas que defendem seus princípios ou até mesmo julgar que elas ameaçam o "status quo": Quando fazer a coisa certa é tratada como ridícula ou "louca", estamos realmente no meio de um Grande declínio, avisa Smith.








Auto-isolamento individual



Brandon Smith acredita que uma cultura baseada na proteção e promoção do individualismo e do voluntarismo "é a única" que evitará desastres, mas alerta para o perigo do auto-isolamento e quanto mais as pessoas se preocuparem com elas, "mais fácil será para pessoas más fazerem coisas ruins sem que outros percebam".



Aqueles que lideram um sistema baseado na corrupção irão encorajar esse comportamento para controlar a população, então "se você está cercado por pessoas que rejeitam qualquer organização", então "sua sociedade pode estar nos estágios finais de um colapso", ele conclui.



Negação do futuro desastre



Quando uma crise se desenvolve e a sociedade percebe o problema e reage, nem tudo está perdido. Por outro lado, se você negar que existe o perigo quando lhe são apresentadas provas concretas, é provável que sofra uma desintegração completa e provavelmente terá de recomeçar do zero com "um conjunto de princípios e ideais baseados na consciência e honra", diz o autor do artigo.


Em suma, a força de uma cultura e sua capacidade de sobreviver pode ser determinada pela sua disposição em aceitar suas deficiências quando surgirem e sua disposição em reparar os danos causados, conclui Brandon Smith.





https://actualidad.rt.com/actualidad/269013-sociedad-punto-colapso-dramatico

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